10.12.09

Apresentação Pantz

Salve, salve pervertidos!

Sou a colaboradora Pantz do blog ainda virgem, Sexalogando. E sem os naturais trocadilhos, aceitei com muitíssimo prazer o convite para integrar esse time de entusiastas das "relações" entre os sexos, ou seja, da putaria.
Farei uma breve descrição da minha pessoa, a quem queira saber.
Tenho 25 anos e muitos deles vividos de forma não natural, e quando digo não natural, refiro-me à completa falta de limitações que minha família me impusera. Não que isso resulte nisso ou naquilo, foi assim prá mim.
Já muito nova buscava a minha independência (mesmo que isso apenas significasse comprar minha própria cerveja) e principalmente, busquei não dar satisfações, afinal, sabe lá Deus o que eu queria da vida.
Ao descobrir, de fato, o sexo, aí sim, ficou muito claro o que eu "achava" que queria da minha vida que, à essa altura, já era um tanto quanto travessa.
Acho que a sexualidade sempre foi algo latente na minha vida. Já muito nova gostava de dar um sarro nos ursinhos e adorava ver as revistas pornográficas do meu irmão mais velho, ainda que de páginas coladas.
Meu primeiro beijo foi aos 7 anos e só rolou porque obriguei o menino a me beijar (é, a infância não foi uma fase de beleza farta na minha vida).
Aos 12, já metia a língua na boca dos meninos e brincava de "Hoje não!", era assim: se quando sentássemos na carteira do colégio e não disséssemos "Hoje não!", tínhamos que pagar a prenda de beijar os meninos. Adivinha quem deixava de falar, propositalmente?
Tive o meu primeiro namorado (aquele que é apresentado à mãe e ao pai) aos 14 anos e depois de 1 ano de muita ralação, à rigor da expressão, perdi minha já esquecida virgindade. O único detalhe romântico do episódio foi o fato de ter rolado em pleno reveillón, minutos após a virada.
A experiência foi estranha, diga-se de passagem. Eu estava bêbada, não nos protegemos, quebramos a cama, depois fizemos uma rapidinha na escada do prédio e, até hoje, ainda acho que ele tentou usufruir do buraco n°. 2 propositalmente, apesar de ter me confessado na época que foi tudo "sem querer".
O namoro não durou tanto, como já era de se esperar. Depois dele eu, literalmente, dei tudo de mim numa nova vida. Solteirice, novos ficantes e já era quase hora do pré-vestibular. Que fase!
E mal poderia descansar, afinal, o tempo passou e a faculdade começava. Posso dizer que, aí sim, minha vida sexual melhoraria drasticamente. Faculdade à noite significava homens mais velhos e experientes. Significava patifaria!
Mas, adivinhem só quem começou a namorar no 1° período de faculdade?
(Eu sei, vcs devem ter pensado - Garota Pantz, que decepção!)
O namoro foi longo, foi ótimo, foi amadurecedor em muitos sentidos, principalmente no que viria a representar para mim um dia, o amor e a fidelidade.
A relação terminou de forma desastrosa mas, muito aprendizado e vergonha na cara restaram.
Anos e homens depois, encontro-me casada e enfim, realizada, em todos os sentidos. Realizada pois aprendi a valorizar momentos que não necessariamente precisariam ser vividos sem roupa. Aprendi a dialogar, a compartilhar emoções, a dizer não, a não virar pro lado e dormir depois do sexo e, mais ainda, a abdicar desse meu ímpeto, deveras inconsequente. Eu evoluí e encontrei, mesmo que incrédula no começo, o real sentido da vida a dois.
Prá minha apresentação não se prolongar mais e nem parecer um conto de auto-ajuda. Deixo a seguinte frase:
"Em nossas loucas tentativas, renunciamos ao que somos pelo que esperamos ser." William Shakespeare
O que quero dizer com isso?
Ame, transe, deseje mas, acima de tudo, não se esqueça de quem você é e no que você acredita. Na vida e no sexo, ser autêntico é ser feliz!
Foi um prazer, aguardo vocês na próxima. Ah, e prometo ser breve, rs!

7 comentários:

Petita disse...

Depoimento f#$@&!. Muita coragem e autenticidade, sua cara.

Tata disse...

Patz,
se no concurso o tema da redação for "Minha vida" você passa mesmo zerando as objetivas.

O mais interessante do grupo que formamos é a grande diferenço dos "meios" que fomos criados e as experiências vividas.

Ah! Acho importante ressaltar que, num primeiro contato com a Pantz não da pra ter idéia de que ela viveu... Muito menos desta forma tão pervertida. rs!

Carol Castro disse...

A bruxinha aqui se identificou com essa estória. Invertendo alguma ordem e aumentando a idade!

Pantz disse...

Estamos aqui prá isso, né não?
Acho que falar de sexo, mais especificamente sobre o seu, na maioria das vezes, exige uma certa dose de desprendimento.
Não é fácil, mas com vcs posso reexercitar isso novamente.
Esse primeiro post foi como um mergulho no mar gelado, tem que ser com tudo e de primeira.

Bidu disse...

o que mais me prendeu no texto foi se ela deu ou não o número 2....

Petita disse...

Bidu, me chamou bastante atenção esta parte também tanto que na hora que li fiz o mesmo comentário com a Tata.

Pantz disse...

Não por opção minha!
Não me lembro mesmo do momento.

Um aviso! Crianças, não misturem álcool com rosca!

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